O pecado da gestão mora nos detalhes
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  • Equipe Nortus

O pecado da gestão mora nos detalhes


Segundo a Gestão Contemporânea é preciso analisar todas as informações, mesmo as que forem consideradas minoritárias.

Em um de seus livros, o escritor Brian Robertson descreve uma importante lição que aprendeu com a vida, mas que se encaixa perfeitamente no mundo dos negócios: a de nunca deixar de prestar atenção nos detalhes. Isso porque o aspirante a piloto quase derrubou o avião no dia em que tirava o seu brevê.

Logo na decolagem, a aeronave que continha um painel bem abastecido de instrumentos sinalizou uma luz vermelha desconhecida, porém, que dizia “baixa voltagem”. Na possibilidade de se tratar apenas de um mal contato, deu alguns tapinhas no painel e checou todos os instrumentos para ver se existia alguma anomalia; no entanto, não encontrou nenhum sinal preocupante. A velocidade e a altitude continuavam boas, o indicador de combustível mostrava que o tanque estava cheio, e todos os indicadores diziam que não havia nada a temer, então, ele ignorou a luz vermelha, por acreditar que não deveria de ser nada muito sério.

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Essa se mostrou uma péssima decisão, já que, completamente perdido em meio de uma tempestade, sem luzes e sem rádio, quase sem combustível, e, ainda por cima, violando o espaço aéreo de um aeroporto internacional, ele quase causou uma catástrofe por ignorar a luz de baixa voltagem que dava uma indicação diferente de todos os outros instrumentos. Embora minoritária, aquela era a única voz que ele deveria ter ouvido naquele momento. Ter dispensado aquela informação, só porque os outros instrumentos não indicavam nenhum problema, foi uma decisão míope que quase lhe custou a vida.

Assim acontece nos negócios. As pequenas situações do dia a dia são tratadas como “sem importância”, no entanto, são elas o indicativo de que ali existe algo, ou alguém, que precisa ser olhado com mais cuidado. Este fato se reflete em uma discussão de colaboradores, por exemplo - “Ah, é bobagem, daqui a pouco eles estão conversando novamente” -, ou, ainda, na execução de um projeto que não deu certo, em que o processo é ignorado e se parte para uma nova jornada mesmo antes de se ter investigado quais foram as linhas que falharam e que influenciaram no todo. Neste caso, a possibilidade de uma nova falha é gigantesca.

O ser humano não está preparado para prestar atenção nos detalhes, e, por isso, a tendência é que só se observe “as grandes partes” dos acontecimentos.

Aí está a falha: não prestar atenção nos detalhes, não dar a devida atenção a eles, não checar a luz vermelha que diz “baixa voltagem". Este é o verdadeiro pecado da gestão.

#gestãocontemporânea

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