Três passos para a atenção plena
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  • Equipe Nortus

Três passos para a atenção plena



Todo líder ou empreendedor tem em mãos o grande desafio de fazer gestão em um ambiente onde a única variável constante é a mudança. E esta é cada vez mais rápida e imprevisível.

No meio de um contexto de incertezas, o mindfulness (ou atenção plena) surge como uma estratégia empresarial para diferenciação e crescimento. É uma ferramenta muito útil para conduzir os negócios de forma mais inteligente e harmônica, pois considera que um bom líder tem que começar liderando a si mesmo.

Você já tomou banho pensando na reunião? Ou chegou ao seu destino sem notar o caminho que fez ao dirigir? Tem pensamentos circulares, repetitivos, que dificultam o seu sono?

Estes são exemplos de quando estamos funcionando no modo automático. Quando nossos pensamentos estão presos no passado ou no futuro, não estamos atentos ao presente.

Mindfulness é a capacidade de manter atenção plena para uma vida mais produtiva e saudável, isto é, para conciliar alta performance e qualidade de vida.

Esta capacidade pode ser aprimorada através de treinamento. Os benefícios da atenção plena são inúmeros: ter mais foco e concentração, gerenciar estresse e ansiedade, melhorar relações interpessoais, lidar com emoções difíceis, participar de uma reunião sem tanto desgaste energético e ter serenidade para se colocar em situações de conflito.

Para conseguir tudo isso, é necessário sair do automático e direcionar a energia para o agora através da gestão da atenção.

A gestão da atenção é o elemento-chave para construir prosperidade em todos os aspectos e envolve três passos que compartilho a seguir.

1) Definir prioridade

Definir prioridade significa definir onde irá colocar sua atenção neste momento. Qual tema, se focado, trará o maior impacto positivo hoje? Este é o ponto-chave para a alta produtividade. Tem uma reunião? Escolha estar presente inteiramente e note a diferença no resultado obtido.


Observe sua vida pessoal. A área onde colocou mais atenção foi onde melhorou. E onde piorou? Nos pontos onde deixou de dar a sua atenção.

Se onde colocamos nosso foco é onde prosperamos, outro aspecto importante de se analisar é para onde sua energia é direcionada: você foca no problema ou na solução? Na saúde ou na doença? No que gosta ou no que não gosta?

2) Manter-se no presente

Manter-se no presente significa não deixar a mente divagar para o passado ou futuro. Para isso, podemos usar como aliado algo que está sempre conosco - nosso corpo.


Há muitas técnicas para se treinar a atenção plena que podem se utilizar dos seguintes recursos:


  • Respiração;

  • Escaneamento corporal;

  • Visão;

  • Olfato;

  • Audição;

  • Tato;

  • Paladar.


Ao direcionar a nossa atenção para a respiração, por exemplo, automaticamente voltamos ao momento presente. E a vida só acontece no agora.

3) Flagrar-se desatento

A capacidade que temos de nos flagrar desatentos chama-se metacognição. Ou seja, ter consciência da falta de consciência. Quanto maior nossa metacognição, maior a nossa capacidade de perceber conscientemente o que acontece em nosso interior e exterior ao mesmo tempo, sem nos deixar arrastar pelos pensamentos e sensações que estamos observando.


Esta é uma capacidade aprendida - treinar metacognição é perceber incômodos e observar as mudanças químicas que se traduzem em emoções e comportamentos.

Esta é a conexão entre gestão de atenção e excelência: a nossa capacidade de atenção determina o nível de competência com que realizamos nossas tarefas em três dimensões:

Estar em sintonia com nossas intuições, valores e decisões (foco interno);

Estabelecer ligação com os outros através da escuta ativa (foco no outro);

Incluir informações sobre os sistemas complexos que nos rodeiam (foco externo).

Treinar atenção plena possibilita que você desenvolva condições para se conduzir como quer, independente do que esteja acontecendo do lado de fora. Por este motivo, é a capacidade mais importante a ser desenvolvida hoje.


Luciana Sutti é sócia-executiva da Nortus, especialista em neurociências aplicadas à liderança e coaching. Atua no NeuroTrainingLab como observadora sênior.

É coach executiva e de carreira pelo ICI, com formação internacional reconhecida pelo ICF. Estuda e pratica mindfulness desde 2004.


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