Os males da frustração | Nortus | Gestão Contemporânea

Os males da frustração

16/3/2015

Passamos a maior parte de nosso tempo nos preparando. Desde que nascemos, somos preparados para sobreviver e para continuarmos vivos. O nosso corpo aprende a respirar fora do ventre. Aprendemos, logo depois, a nos alimentarmos e, gradativamente, todos os nossos sentidos vão se desenvolvendo para que aprendamos tudo por meio deles.

 

Adquirimos, ano após ano, a condição de aperfeiçoamento, e vamos usando essa condição em todas as situações: em nossos movimentos físicos, em nossos pensamentos e em nossa expressão verbal. À medida que vamos crescendo, aprendemos certos modelos intelectuais e emocionais. Aprendemos como responder às situações do dia a dia e a como nos comportar diante das pessoas e situações. Assim, desde cedo, somos capacitados para crescermos e assumirmos as responsabilidades de uma vida adulta. Aprendemos que precisamos ter as coisas que nos mantém vivos. Aprendemos que precisamos trabalhar para poder nos alimentar. Além da sobrevivência, aprendemos que o aconchego, o cuidado e o bem-estar fazem parte de uma vida sustentável.

 

Nesse ínterim de coisas aprendidas, também aprendemos uma forma ansiosa de querer que as coisas aconteçam. Muitos condicionamentos mentais nos fazem achar que o tempo para as coisas acontecerem é aquele que achamos que tem que ser, e não aquele que de fato é. A medida da nossa frustração é diretamente proporcional ao quanto não compreendemos que o tempo para o acontecimento das coisas não depende de nossa vontade, mas sim da congruência de uma série de informações e condições, também externas a nós. A garantia que temos sobre o tempo é a constância com a qual fazemos algo de forma coerente e sustentável. Isso é o que nos trará os resultados mais satisfatórios diante de um processo e no menor prazo possível com as condições que temos.

 

Responsabilizarmo-nos pelos resultados em nossas vidas parece distante enquanto somos crianças e adolescentes, mas, quando adultos, não há outra saída a não ser assumirmos que somos responsáveis por todos os resultados que geramos.

 

A frustração, portanto, está associada ao quanto esperamos que determinados resultados aconteçam sem termos trabalhado por esse resultado positivo. Se assumirmos a responsabilidade pelos nossos resultados, pelo que fazemos e pelo que deixamos de fazer, nos frustraremos menos diante das situações do dia-a-dia.

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