A corrupção e a gestão | Nortus | Gestão Contemporânea

A corrupção e a gestão

26/9/2017

O quanto somos corruptos no dia a dia da nossa gestão?

Se a corrupção pode ser descrita como o efeito ou ato de corromper alguém ou algo com a finalidade de obter vantagens em relação aos outros, o quanto somos corruptos em nosso dia a dia?

 

No mundo corporativo, no dia a dia de uma empresa, nas relações entre colegas, pares, lideranças e liderados, nas relações com clientes e fornecedores, nas relações contábeis, tributárias e jurídicas, o que são considerados atos legais e lícitos?

 

Se uma organização possui valores estabelecidos, políticas, processos e procedimentos claramente definidos; se a necessidade de como deve funcionar para que alcance a produtividade desejada e o desenvolvimento efetivo de todos os envolvidos já está determinada, e mesmo assim, em alguns cenários, acontecem desvios de ações para atender necessidades pessoais - camuflar entregas não feitas, esconder o despreparo de alguém em alguma função, querer evidenciar capacidades e competências não existentes, obter vantagens sobre outras empresas e, muitas vezes, sobre seus próprios clientes ou fornecedores -, como é chamado isso no mundo corporativo?

 

Como nasce um sistema corrupto?

 

Em um primeiro momento, nasce da nossa incapacidade de criar um sistema incorruptível. Consideramos pequenas coisas e atitudes normais, quando são indícios claros de desvios de ações que ferem uma proposta estabelecida por nós mesmos de criarmos uma empresa melhor, relações melhores e um mundo melhor.

Não há preparo o suficiente no todo para criar um sistema em que haja uma soma macro de capacidades apontando para uma mesma direção na qual todos possam expressar as suas competências e terem seus retornos.

 

Ter que tirar vantagem de alguma coisa ou de alguém para se obter algo nasce de um despreparo para construir as coisas alicerçadas em competências e inteligência coletiva. Não há ganho real quando alguém perde. Não vemos a nossa perda, pois olhamos somente a curto prazo. Se ganhamos, hoje, em cima da perda de alguém, necessariamente já perdemos algo a médio e longo prazo.

 

Existe uma expressão, um viés, uma fagulha da corrupção que se evidencia atualmente em cada parte de uma sociedade. Precisamos ter olhos para ver como ela se expressa onde vivemos, onde produzimos, nos nossos relacionamentos pessoais, profissionais e familiares.

 

Uma sociedade melhor acontecerá de pessoas melhores.

 

Leia também: O problema social causado pelo foco nas pessoas dentro das organizações

 

 

 

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