• Gilberto de Souza

Como o clima organizacional pode garantir prosperidade de uma empresa?



Certa vez, fui chamado para uma conversa com um presidente de uma empresa que tinha acabado de assumir aquela organização. Ele estava bastante preocupado - e com razão - com o clima pesado que encontrou por lá.


Como um líder atento e sensível aos comportamentos manifestados pelos colaboradores, ele compartilhou comigo que as pessoas estavam competindo entre si, e muito mais preocupadas com suas próprias carreiras do que com o sucesso da organização. Este presidente tinha consciência de que aquele clima que encontrou na empresa era totalmente incompatível com os objetivos traçados e com a visão que os acionistas definiram para os próximos cinco anos daquela organização.


A necessidade deste presidente era reverter esse clima com agilidade. E essa é uma demanda bastante frequente solicitada à Nortus, porque repercute diretamente na produtividade e na competitividade que a organização terá no mercado.

Primeiramente, é importante destacar que, quando falamos em clima de trabalho, estamos falando sobre a forma como as pessoas estão conectadas intelectualmente e emocionalmente com essa organização.



Fazendo uma analogia aos processos da natureza, assim como um bom clima é propício para as plantas crescerem, florescerem, reproduzirem, gerarem frutos e, desses frutos, sementes que garantirão a continuidade da vida, o clima positivo na organização orienta a prosperidade.

Como o clima organizacional está ligado a uma consciência sistêmica, a mudança de um clima ruim para um clima bom não é um processo trivial.


A consciência sistêmica implica em todos perceberem-se como responsáveis pela manutenção do bom clima.


Ocorre que nem todos sabem disso e, por isso, os gestores têm um papel importantíssimo: ajudar cada pessoa a perceber que aquilo que ela faz, quando faz bem feito, com excelência, criando um ótimo vínculo de relacionamento com todos os colegas de trabalho, atendendo bem todos que interagem com a organização, contribui para criar um ótimo clima organizacional.


Assim como fez o presidente em questão, é muito importante perceber os comportamentos manifestados pelas pessoas na organização. Eles servem como sinais e ajudam a identificar quando a empresa está em risco e a buscar soluções com agilidade.


  1. Competição

Leve esta frase como regra de ouro: “Empresa que é internamente competitiva não consegue se manter competitiva no mercado.” Um bom clima organizacional conta com departamentos que colaboram entre si, o que torna a organização mais competitiva no mercado porque todas as ações são otimizadas pelo sistema. Quando, internamente, as pessoas competem, o sistema perde força e, consequentemente, competitividade. Áreas falando mal uma das outras, disputando recursos; tudo isso mina o clima organizacional e o potencial competitivo no mercado.


  1. Pessoas focadas apenas em si

Quando as pessoas demonstram estar mais preocupadas com a sua própria carreira e com os seus resultados do que com sucesso da organização, temos mais um indicador de risco. Em um ambiente com clima organizacional fantástico, você perceberá que as pessoas estão torcendo pelo sucesso desse todo e da prosperidade desse sistema maior enquanto desenvolvem a si mesmas. O comprometimento com o sistema maior é produto de consciência e responsabilidade sistêmicas.


  1. Negação dos ruídos

É muito importante estar conectado com todas as informações internas e externas. A organização entra em risco quando apega-se a êxitos passados, inclusive com uma certa arrogância. Algo como: “Somos uma empresa bem-sucedida, e chegamos até aqui porque sempre fizemos deste modo.” A partir dessa perspectiva, a organização como um todo deixa de dar atenção para o que o mercado diz, para o que os clientes dizem, e para o que os próprios colaboradores estão dizendo.


Consideramos essa postura como a de negação de ruídos, e é característica de climas organizacionais não favoráveis. Quando o sistema para de receber informações do contexto de onde vive, ele perde a capacidade de se adaptar. É como uma célula que não recebe mais inputs sobre o que está acontecendo no organismo; ela não pode se adaptar adequadamente ao que está acontecendo. Da mesma forma, uma empresa que não está atenta ao que está acontecendo no mercado, nem dentro dela mesma, quando se der conta, pode ter perdido o timing para ajustar-se à solicitação do contexto. Isso acaba sendo um sério problema, conforme apontou Jim Collins em seu livro, Como as gigantes caem.



Como criar um excelente clima organizacional?


Como já mencionamos, cultivar um bom clima organizacional requer um conjunto de ações que consideram a cultura, a forma como os líderes exercem sua liderança, e a forma como a organização está estruturada. São medidas que precisam ser implementadas conforme a necessidade de cada contexto.


Frequentemente, a Nortus apoia áreas de Desenvolvimento Humano e Organizacional de empresas, atuando em propostas in company voltadas a grupos de gestores, que são os principais aliados na construção de um bom clima organizacional.

Organizações que investem em tornar os seus times de gestores conscientes e preparados para co-criar um bom clima organizacional tornam-se naturalmente mais prósperas. Quando há um sólido preparo dos times de gestores e líderes, os colaboradores de todos os níveis hierárquicos começam a manifestar comportamentos próprios de um ambiente saudável.


Colegas no happy hour, ou quando estão almoçando, falam de maneira vibrante sobre os projetos que estão acontecendo, sobre os processos que estão realizando, sobre as melhorias, e falam bem dos colegas de trabalho, do ambiente da empresa, e dos resultados que ela está obtendo. Acima de tudo, eles se empolgam com o futuro da organização.



Sobre o autor


Gilberto de Souza é sócio-fundador da Nortus. Mantém um canal no YouTube com mais de 20 mil seguidores em que apresenta conteúdos voltados à gestão contemporânea e liderança no mundo corporativo. Há mais de 20 anos dedica-se à preparação de líderes. Ministrou cursos, formações e palestras para mais de 200 mil pessoas sobre assuntos como: autoconhecimento profundo; autodesenvolvimento integral; estruturação de equipes contemporâneas; análises de contextos evolutivos; protagonismo com responsabilização sistêmica; cultura de aprendizagem; Pipeline da Liderança; organizações neossustentáveis (auto-organizadoras). Co-autor do livro Organizações auto-organizadoras, escrito em parceria com o Grand Ph.D Francisco Di Biase. É criador e instrutor da Formação em Liderança Contemporânea e autor de diversos cursos em EAD sobre o Pipeline da Liderança para universidades corporativas.


Sobre a Nortus


A Nortus é uma empresa referência em soluções para gestão contemporânea, fundada em 2009, com sede em Campinas. Ao longo de 11 anos, já formamos mais de 700 gestores contemporâneos no Brasil e impactamos o desenvolvimento de mais de 50 mil pessoas em eventos customizados a dezenas de clientes.


Somos criadores do Modelo Metassistêmico®, que originou a Tecnologia Comportamental Metassistêmica (TCM). A TCM é um conjunto de técnicas e informações associadas que geram condições para que novos aprendizados aconteçam, e tem base no que identificamos como quatro macro aspectos do ser humano: Indivíduo Biológico, Eu Cultural, Indivíduo Atômico e Indivíduo Consciente.


Atuamos em colaboração com pesquisadores internacionais do campo da psicologia social, comportamental e organizacional, e da neurociência. Estudamos com Don Beck e Darrell Gooden a Dinâmica em Espiral Integral e somos representantes exclusivos do NeuroTrainingLab no Brasil. Por meio de parcerias, nossa célula social Neoeducar disponibiliza nossos conteúdos de desenvolvimento humano e organizacional para profissionais da rede pública de ensino.


A Nortus mantém também parceria de ensino-aprendizagem com uma das principais escolas europeias de alta gestão, a EADA – Escola de Alta Direção e Administração de Barcelona. Contamos com 28 profissionais preparados em diversas áreas do conhecimento humano e científico para atender o universo corporativo.


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